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Veto Presidencial no Corinthians: Entenda os Recuos em Negociações Avançadas
Por Redação FuTimão em 02/03/2026 11:12
O cenário das negociações no Corinthians tem sido marcado por uma série de recuos, com o presidente Osmar Stabile vetando acordos que já estavam em fase avançada. Essa postura tem gerado questionamentos sobre a condução do departamento de futebol, que, embora sob o comando do executivo Marcelo Paz, necessita da aprovação final do mandatário.
Presidente Intervém em Transferências Chave
A venda de André ao Milan, da Itália, é o exemplo mais recente e notório dessa intervenção presidencial. A negociação, que parecia encaminhada e com valores definidos, foi barrada por Stabile após repercussão negativa e declarações públicas do técnico Dorival Júnior. O presidente considerou a oferta de 17 milhões de euros (aproximadamente R$ 103 milhões) por 70% dos direitos econômicos do jogador insuficiente, desautorizando um acordo que já possuía o aval do estafe do atleta e avançava para a assinatura.
Essa não é a primeira vez que o presidente interfere em negociações importantes. Casos como os do meia Alisson, do São Paulo, e do atacante Kayky, do Bahia, também foram vetados por Stabile, demonstrando um padrão de controle sobre as movimentações do mercado.
Alisson: Acordo Desfeito por Questões Financeiras e Esportivas
No caso de Alisson, o Corinthians chegou a ter um acordo verbal para o empréstimo do jogador até o final do ano. O clube estaria disposto a pagar R$ 1 milhão pela cessão, além de valores adicionais condicionados à performance do atleta. Contudo, a diretoria financeira apontou a falta de previsão orçamentária para os custos totais, que incluiriam R$ 500 mil no segundo semestre e R$ 1,5 milhão caso Alisson atingisse metas de participação em jogos. A reviravolta causou desconforto, levando Marcelo Paz a se desculpar com o jogador.
Kayky: Conflito de Interesses com o Bahia
A negociação por Kayky, que visava o empréstimo do atacante, foi vetada devido a um conflito de interesses com o Bahia. O presidente Stabile entendeu que seria incoerente negociar com o clube nordestino, o qual o Corinthians acusava de aliciar o jovem Kauê Furquim. O Bahia havia, no ano anterior, pago a multa rescisória de Kauê, retirando-o das categorias de base corintianas. A condução da negociação por Paz, com o consentimento do técnico Dorival Júnior, foi desfeita pela decisão presidencial.
Rony e Zakaria: Influência da Opinião Pública e Indicações
A possível contratação do atacante Rony, na época no Atlético-MG, também foi abortada, em parte, pela repercussão negativa entre os torcedores e pelo alto valor exigido pelo clube mineiro, além do salário considerado elevado. Embora o Corinthians tenha declarado que se tratava de um nome monitorado, a rejeição popular pesou significativamente.
Outro caso que evidencia a influência de diferentes fatores nas decisões é a contratação do meio-campista marroquino Zakaria Labyad. Apesar de ser uma indicação externa e de ter chegado ao clube com o aval da diretoria pela disponibilidade no mercado e um salário compatível com o novo padrão financeiro, a contratação gerou polêmica. Havia alertas sobre recomendações contrárias de ex-colegas do jogador, e o técnico Dorival Júnior se distanciou publicamente da indicação, que não foi a origem da chegada do atleta ao Parque São Jorge.
A gestão das negociações no Corinthians , sob a batuta do presidente Osmar Stabile, demonstra uma abordagem que vai além dos aspectos puramente financeiros. A repercussão pública, pressões internas e questões de relacionamento com outros clubes parecem ter um peso considerável nas decisões finais, moldando o elenco e as expectativas para a temporada.
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