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MP solicita tornozeleira eletrônica para Andrés Sanchez após contato com dirigente do Corinthians
Por Redação FuTimão em 25/02/2026 18:54
O Ministério Público de São Paulo manifestou à Justiça a necessidade de impor uma tornozeleira eletrônica a André s Sanchez, ex-mandatário do Corinthians. A medida surge após a constatação de que o dirigente teria desrespeitado uma ordem judicial prévia ao estabelecer contato telefônico com Antonio Jorge Rachid, atual secretário-geral da diretoria corintiana.
Informações obtidas pelo UOL indicam que o promotor responsável pelo caso concluiu pela infração, argumentando que o contato telefônico ocorreu em um momento em que André s já se encontrava formalmente impedido de se comunicar com membros da diretoria do clube. A interpretação do Ministério Público é que Rachid, por ocupar um cargo de direção e exercer funções de gestão, se enquadra na definição de dirigente, conforme previsto na legislação esportiva e no estatuto da agremiação.
Cumprimento de Decisão Judicial em Xeque
Durante seu depoimento ao Ministério Público, Rachid relatou ter recebido uma chamada de André s Sanchez durante o período em que a proibição judicial já estava em vigor. O secretário-geral também mencionou que tais contatos por parte do ex-presidente são recorrentes. Essa declaração contrasta com a posição de André s, que, em contato com o UOL em 4 de dezembro ? data da denúncia que embasa o processo ?, negou ter mantido qualquer comunicação com Rachid no período de restrição.
A disparidade entre os depoimentos é um ponto crucial no documento do Ministério Público, sendo citada como um elemento que justifica a adoção de medidas mais rigorosas para garantir a observância da decisão judicial. O órgão ministerial busca, com a tornozeleira eletrônica, assegurar um controle mais efetivo sobre os movimentos e comunicações do ex-presidente.
Medidas Adicionais e Verificação de Contatos
Para além da tornozeleira, o Ministério Público também solicitou que André s Sanchez entregue seu passaporte espanhol, considerando sua dupla cidadania. O objetivo é mitigar qualquer risco de saída do país que não esteja sob supervisão judicial. Adicionalmente, o MP pleiteia autorização para acessar os registros de chamadas telefônicas do ex-dirigente, visando apurar a existência de outros contatos com membros da diretoria do Corinthians durante o período de proibição.
O Ministério Público fez questão de ressaltar que, em caso de novas transgressões, a legislação vigente prevê a aplicação de sanções mais severas, incluindo a possibilidade de decretação de prisão preventiva. Essa advertência sinaliza a gravidade com que o órgão trata o cumprimento de suas determinações.
Arquivamento de Outras Acusações
É importante notar que o pedido do Ministério Público não abrange todas as denúncias inicialmente levantadas contra André s Sanchez. O órgão optou por arquivar a acusação referente à participação do ex-presidente em depoimento na Comissão de Justiça e Ética do Corinthians , por entender que se tratava de um ato administrativo interno do clube. Da mesma forma, foi rejeitada a alegação de um encontro com André Luiz de Oliveira, conselheiro vitalício conhecido como André Negão, fora das dependências do Parque São Jorge.
Na avaliação do Ministério Público, conselheiros não exercem funções executivas e, portanto, não se enquadram na definição de dirigentes para fins de aplicação da medida cautelar. Outra frente que foi arquivada refere-se à informação de que André s Sanchez teria frequentado o Parque São Jorge em dezembro de 2025. O MP concluiu que, naquela data, ele ainda não havia sido formalmente notificado da decisão judicial, impedindo a caracterização de um descumprimento da medida cautelar.
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