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MP pede intervenção judicial no Corinthians e aponta gestão temerária
Por Redação FuTimão em 13/02/2026 20:52
O Ministério Público de São Paulo reiterou a um órgão especializado em Patrimônio Público e Social a solicitação para que uma intervenção judicial seja efetivada no Corinthians. Essa medida é apresentada como uma resposta direta às inconsistências administrativas que têm marcado a condução do clube.
As alegações do MP apontam para a existência de indícios de práticas administrativas irregulares, desvio de propósito e uma conduta potencialmente temerária na gestão interna do Timão. A promotoria argumenta que os problemas identificados não são isolados, mas sim sistêmicos, exigindo uma atuação na esfera cível para corrigir falhas e salvaguardar a governança institucional.
Irregularidades Administrativas e Falhas no Controle Interno
Um documento ao qual o UOL teve acesso detalha que o cenário interno do clube corintiano tem enfraquecido os mecanismos de controle e fiscalização. Essa fragilidade é utilizada como base técnica para reforçar a necessidade do pedido de intervenção judicial.
O ofício em questão destaca falhas na execução de procedimentos internos que são obrigatórios e previstos no próprio estatuto do clube. A interrupção dessas apurações é classificada pelo Ministério Público como uma omissão intencional no cumprimento de deveres institucionais.
De acordo com o MP, a paralisação desses processos compromete seriamente o funcionamento dos mecanismos de controle internos. Essa conduta é considerada um dos principais argumentos para sustentar a necessidade de uma intervenção judicial.
Suspensão de Apurações e Retomada Tardía
Um dos pontos centrais levantados foi a suspensão das investigações internas sobre irregularidades atribuídas a ex-presidentes. Esses procedimentos foram instaurados em razão de supostos usos indevidos do cartão corporativo do clube por parte dos dirigentes sob investigação.
Contudo, após a repercussão institucional do caso, o Conselho Deliberativo do Corinthians optou por retomar as investigações. Em um despacho, também obtido pela reportagem, o órgão declarou que o acesso a informações do inquérito civil permitiu superar as dúvidas jurídicas que haviam levado à paralisação das apurações.
Apesar dessa retomada, o Ministério Público entende que a decisão posterior não anula a omissão administrativa que já foi caracterizada. Para o órgão, o histórico do caso permanece relevante e não é desconsiderado por medidas adotadas posteriormente.
Fundamentos para a Intervenção Judicial
Segundo o MP, o pedido de intervenção se fundamenta no conjunto de atos praticados e na condução institucional ao longo do tempo. Tais ações são consideradas inadequadas para assegurar o cumprimento das normas internas do clube.
O documento assinado pelo MP avalia que a omissão administrativa pode configurar uma gestão temerária. A ausência de responsabilização interna, na visão do MP, expõe o Corinthians a riscos de ordem jurídica, reputacional e econômica.
Para o órgão ministerial, a persistência desse cenário compromete a governança institucional do clube. Esse risco ampliado é visto como um dos fundamentos centrais que justificariam a intervenção judicial.
O Papel de Andrés Sánchez e o Desvio de Finalidade
O contexto da análise do MP envolve a figura do ex-presidente André s Sánchez. O Ministério Público ressalta que a existência de ações penais não impede nem substitui a necessidade de uma apuração administrativa interna.
De acordo com o documento, a suspensão dos processos internos acabou por "blindar" dirigentes. Esse efeito é classificado como desvio de finalidade, o que agrava o quadro que sustenta o pedido de intervenção.
O ofício reitera à Promotoria do Patrimônio Público e Social a urgência na instauração de um inquérito civil, com a possibilidade de adoção de medidas judiciais, conforme o entendimento do Ministério Público. Entre as consequências possíveis está a intervenção na administração do Corinthians . A partir dessa análise, caberá à Promotoria definir os próximos passos no âmbito cível.
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