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MP Cobra Imagens no Corinthians e Considera Busca e Apreensão no Parque São Jorge

Por Redação FuTimão em 10/02/2026 18:23

A Procuradoria de Justiça de São Paulo, através do promotor Cássio Conserino, intensificou a pressão sobre o Corinthians, manifestando a possibilidade de solicitar busca e apreensão nas dependências do Parque São Jorge. O objetivo é obter gravações das câmeras de segurança localizadas no quinto andar da sede social, incluindo a sala da presidência. Essa solicitação surge no contexto de uma investigação sobre um possível contato entre o ex-presidente André s Sanchez e dirigentes do clube, o que poderia infringir uma medida cautelar judicial previamente estabelecida.

Investigação sobre Cartões Corporativos e Medida Cautelar

Em paralelo a essa movimentação do Ministério Público, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, determinou a interrupção temporária das apurações internas que investigavam o uso indevido do cartão corporativo por André s Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. A justificativa para tal medida é o receio de que a continuidade dos trabalhos pudesse resultar no descumprimento de determinações judiciais.

Romeu Tuma demonstrou insatisfação com o presidente Osmar Stabile, visto que a diretoria não informou o Conselho Deliberativo sobre as restrições impostas a André s Sanchez nas investigações criminais em andamento, conduzidas pelo Ministério Público. A surpresa do presidente do Conselho ocorreu ao ser notificado de um despacho do promotor, datado de 4 de fevereiro, que requeria as filmagens das câmeras de monitoramento do quinto andar no dia em que a Comissão de Justiça ouviu o depoimento de André s. O depoimento, por sua vez, aconteceu em 1º de dezembro de 2025, no terceiro andar, onde se localizam as salas utilizadas pelo Conselho.

Demandas do Ministério Público e Proibições Judiciais

O promotor também solicitou os contatos do conselheiro André Negão e do secretário-geral da diretoria, Antônio Jorge Rachid Júnior, com a finalidade de convocá-los para prestar depoimentos. Adicionalmente, foram requisitadas imagens de câmeras de monitoramento públicas. O intuito de Conserino era comprovar um suposto encontro entre André s Sanchez e André Negão no bairro Vila Olímpia, em São Paulo, no último dia 4, e uma ligação telefônica entre André s e Rachid, ocorrida na véspera.

É importante ressaltar que o ex-presidente está proibido de manter contato com testemunhas e dirigentes do Corinthians desde 11 de dezembro de 2025. Essa restrição é uma medida cautelar imposta pela Justiça em uma das denúncias criminais apresentadas pelo MP, que apura o suposto uso irregular do cartão corporativo do clube no período entre 2018 e 2020.

Corinthians Atende Solicitação do MP e Conselho Suspende Apurações

Em resposta às demandas, o Corinthians emitiu uma nota oficial informando que "atendeu de forma oficial a solicitação do Ministério Público". No entanto, ao ser comunicado do despacho de Conserino, Romeu Tuma determinou, na última segunda-feira, a suspensão temporária dos processos que estivessem em curso e respondendo a procedimentos sob segredo de justiça. A justificativa foi "até que haja o levantamento da anotação ou até que a diretoria estabeleça canal de comunicação eficaz com o Conselho Deliberativo do qual se possa extrair segurança acerca do compromisso de compartilhamento instantâneo de informações entre os poderes".

Romeu Tuma busca que a diretoria solicite à Justiça autorização para que o Conselho Deliberativo tenha acesso aos procedimentos judiciais, visando "evitar potenciais descumprimentos" de ordens. Conforme apurado, a diretoria já protocolou o pedido à Justiça para que o Conselho receba autorização para retomar os trabalhos das apurações internas.

Novo Despacho do MP e Ameaça de Busca e Apreensão

Na noite de segunda-feira, o promotor do MP emitiu um novo despacho, reiterando a cobrança pelo envio das imagens do circuito interno de monitoramento do Parque São Jorge. Conserino alegou que a suspensão dos procedimentos administrativos determinada por Romeu Tuma "depõe contra a própria entidade desportiva que não consegue cumprir minimamente as determinações administrativas e a aplicações das sanções".

Para o promotor, a alegação de que a proibição de contato de André s Sanchez com dirigentes do clube impediria os trabalhos das comissões nas investigações "beira o absurdo e quer de maneira direta descumprir preceitos administrativos e indiretamente questionar uma decisão judicial". Ele acrescentou: "Evidentemente que é possível coexistir as medidas cautelares impostas pelo Juízo e as funções do Conselho Deliberativo".

O promotor destacou ainda que, em 1º de dezembro, data em que André s Sanchez prestou depoimento, as medidas cautelares ainda não haviam sido impostas ao ex-presidente, que só as teve determinadas no dia 11 daquele mês. Neste segundo documento, Conserino fez um novo pedido de imagens, referentes aos dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2025, "quando já havia decisão determinando o não ingresso nas dependências do SCCP e contato com dirigentes".

Segundo o promotor, houve uma denúncia de que, em algum desses dias, André s Sanchez teria estado no Parque São Jorge, nas dependências da presidência. Ele requer, portanto, o envio de gravações da recepção da presidência e da sala de Stabile, no quinto andar, "estipulando-se um prazo de 72 horas, sob pena de busca e apreensão e requisição policial".

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