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Zakaria Labyad explica Ramadã e rotina de jejum no Corinthians
Por Redação FuTimão em 27/02/2026 19:13
O Corinthians apresentou nesta semana seu mais novo reforço, o meia Zakaria Labyad. Em sua coletiva de imprensa, o jogador trouxe à tona um aspecto relevante de sua vida pessoal e religiosa: a prática do Ramadã, período de profunda importância espiritual para os adeptos do Islamismo. Tradicionalmente, o Ramadã envolve um jejum diário que se estende desde o alvorecer até o pôr do sol, com duração aproximada de 30 dias. Em 2024, esta prática ocorre entre 17 de fevereiro e 20 de março.
Labyad compartilhou que o Ramadã é uma vivência de longa data em sua trajetória, tendo iniciado desde a infância. Consequentemente, ele se sente plenamente adaptado às rotinas impostas por esse período de jejum. O atleta fez questão de detalhar as estratégias e ajustes que implementa em seu dia a dia durante essa fase.
"Eu joguei meu melhor jogo durante o Ramadã, então não afeta meu desempenho. Eu descanso bem. Quando o sol nasce, paro de comer. Quando ele se põe, começo a comer. No passado, tive dias maiores de jejum e nunca senti dificuldades com isso", afirmou o reforço corintiano.
Adaptação ao Clima e ao Ritmo de Jogo
Durante a mesma entrevista, Zakaria Labyad foi questionado sobre a necessidade de quaisquer adaptações específicas nos trabalhos do Corinthians devido ao período religioso. O jogador, com base em sua experiência anterior, traçou um paralelo entre sua passagem pelo futebol chinês e suas expectativas em relação ao cenário brasileiro.
"Não tem nenhuma adaptação diferente. Nos últimos dois anos, joguei na China com 44 ou 45 graus (temperatura). Claro, no começo, é mais difícil. Saí do clima frio da Europa para a China, não sabia que lá era tão quente. Não achei tão difícil aqui no Brasil, pois é quase o mesmo clima da China. Agora é um pouco mais difícil com o Ramadã, mas não me afeta nos treinos ou nos jogos. Sempre fiz o Ramadã na China e me sentia bem", explicou o meia.
Orientações de Especialistas sobre o Jejum e o Desempenho Atlético
Bruno Gilberto, um especialista reconhecido pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil) e que atua como fisioterapeuta no Al Wasl, clube dos Emirados Árabes, destacou a importância crucial da alimentação e hidratação após o término do jejum. Em diversas nações do Oriente Médio, é uma prática comum que os treinos ocorram no período noturno, após o pôr do sol, garantindo que os atletas estejam devidamente nutridos e hidratados.
De acordo com o ponto de vista do especialista, a carga de trabalho em si não sofre alterações significativas. O que muda são os horários, com a rotina de atividades sendo deslocada para a noite, enquanto o dia é dedicado ao repouso. Ele ressalta que os primeiros dias do Ramadã costumam apresentar maiores desafios até que o corpo se ajuste. No entanto, para aqueles que praticam o jejum desde a infância, como é o caso de Labyad, a adaptação tende a ser um processo natural.
Apesar da apreensão comum em relação a uma possível diminuição no rendimento ou um aumento no risco de lesões, o fisioterapeuta assegura que, na prática, o impacto costuma ser mínimo. Pode ocorrer uma leve redução na energia ou na massa muscular, mas geralmente não se trata de alterações expressivas.
É relevante mencionar que pesquisas conduzidas em centros de excelência no Oriente Médio também não apontam para um acréscimo notável na incidência de lesões. Em outras palavras, para atletas como Zakaria Labyad, o Ramadã representa, primordialmente, uma reorganização temporária de sua rotina, em vez de um impedimento substancial ao seu desempenho em campo.
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