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VAR em Flamengo x Corinthians: Entenda a polêmica e o impacto na Supercopa Rei

Por Redação FuTimão em 06/02/2026 04:24

Um debate acalorado tomou conta das redes sociais após a partida entre Flamengo e Corinthians pela Supercopa Rei, impulsionado por uma suposta interferência externa na atuação do árbitro de vídeo. O ponto central da controvérsia reside na expulsão do meia rubro-negro Jorge Carrascal, que, em última instância, poderia levar à anulação do confronto.

A Presença do Observador na Sala do VAR

A polêmica se intensificou com a constatação da presença de Péricles Bassols, designado como Observador do VAR, na sala da arbitragem de vídeo. Sua participação ocorreu durante a análise do lance que resultou na expulsão de Carrascal, após uma entrada em Breno Bidon, do Corinthians . A agressão, ocorrida ao final do primeiro tempo, inicialmente passou despercebida pelo árbitro de campo, Rafael Klein, que só foi acionado para revisar a jogada no intervalo.

Ainarsenção de Bassols na sala de revisão gerou questionamentos por parte de especialistas, como o comentarista de arbitragem Paulo Caravina, que a considerou uma possível interferência externa. No entanto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) defende que a atuação de Bassols se deu dentro das atribuições previstas para sua função na partida, conforme comunicado oficial.

O Protocolo do VAR e a Interpretação Jurídica

Luiz Marcondes, advogado e professor de Direito Desportivo, esclareceu que a comprovação de uma interferência externa exigiria evidências concretas da ação de Bassols. Ele ressaltou que, na prática, o protocolo do VAR foi seguido de maneira técnica, em conformidade com o Livro de Regras do Jogo da CBF.

"É preciso identificar se esta pessoa alheia ao VAR inicia, por conta própria, o processo de revisão. Se isso aconteceu, está fora da expressão da norma do jogo. Nesse caso, é importante frisar que a decisão final é do árbitro", explicou Marcondes.

De acordo com o regulamento, o observador do VAR tem a prerrogativa de intervir apenas para impedir uma infração ao protocolo. A CBF, por sua vez, assegurou que Bassols "limitou-se a reforçar que o procedimento adotado estava em conformidade com as diretrizes do VAR, sem qualquer recomendação sobre a decisão a ser tomada pelo árbitro".

A Decisão do Árbitro e a Legalidade da Revisão

"É importante destacar, também, quem teria apontado o lance para a revisão. A polêmica central é se as pessoas que estavam na sala do VAR e poderiam ser consideradas membros da equipe de assistência para análise do vídeo", ponderou o especialista.

Marcondes também frisou que a Regra do Jogo permite a revisão pelo VAR de incidentes graves que não foram percebidos pelo árbitro central, como no caso da conduta de Carrascal. "Não tenho dúvida de que o preceito jurídico, que a norma específica que levou o árbitro a fazer o que foi feito, dá a condição de revisão e aplicação do cartão vermelho", pontuou.

Detalhes da Ocorrência e a Nota da CBF

O lance em questão ocorreu no final do primeiro tempo, quando Carrascal atingiu Breno Bidon . A revisão do VAR foi concluída enquanto os atletas já se dirigiam aos vestiários. A CBF esclareceu que a intervenção do VAR em casos de conduta violenta é permitida a qualquer momento, mesmo após o reinício da partida.

"No lance em questão, ao término do primeiro tempo, a varredura realizada pelo árbitro assistente de vídeo, com base nas imagens das 34 câmeras disponíveis, não identificou de forma conclusiva uma possível conduta violenta. A imagem que evidenciou o lance foi detectada apenas durante o intervalo da partida, procedimento que está expressamente amparado pelo Livro de Regras do Jogo", informou a CBF.

Nas imagens da cabine do VAR, é possível observar Péricles Bassols ao lado de Rodolpho Toski Marques (VAR) e Emerson de Almeida Ferreira (AVAR). Bassols justificou a revisão mesmo após o encerramento do primeiro tempo, afirmando: "Conduta violenta pode ser revisada a qualquer momento", declaração corroborada por Toski Marques.

O árbitro de vídeo detalhou o lance para Rafael Klein: "Eu vou te mostrar o ponto de contato, Klein, e depois em velocidade em 30%, você vai ver a mão fechada, fora da disputa de bola, uma conduta violenta atingindo o queixo do adversário". O árbitro de campo, por sua vez, confirmou a decisão: "Ok. Eu vejo o jogador fora da disputa da bola fazendo o movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do seu adversário, que é o rosto. A minha decisão é cartão vermelho para o número 15 (Carrascal) por conduta violenta, ok?".

Em um comunicado posterior, a CBF também informou sobre uma queda de energia elétrica em setores do estádio, incluindo a cabine do VAR, durante o intervalo. O sistema de contingência manteve a operação por cerca de 15 minutos, e a partida seguiu sem o VAR entre os 15 e 34 minutos do segundo tempo.

O Resultado da Partida e a Posição da CBF

O Corinthians saiu vitorioso, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto. Um gol de Memphis Depay foi anulado por impedimento no período em que o VAR esteve indisponível.

A CBF reforçou sua posição em nota oficial, repudiando as "ilações ao atribuir a expulsão do atleta Jorge Carrascal... à suposta interferência de um agente externo". A entidade reiterou que a função do Observador de VAR é zelar pelo protocolo e pela correta aplicação das regras, sem participação nas decisões. A CBF destacou que Bassols é instrutor de VAR da FIFA e da Conmebol, com atuação pautada pelo rigor técnico e integridade.

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André

André

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Comentado em 06/02/2026 07:33 Não dá pra culpar o time pela expulsão; o protocolo foi seguido e o VAR apenas reforçou o procedimento
Mateus

Mateus

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Comentado em 06/02/2026 06:02 Vai Corinthians rsrs essa polêmica de VAR parece teoria da conspiração, mas seguimos firmes com o elenco
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