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Tuma processa Stabile no Corinthians: Entenda a acusação de difamação e a batalha por provas

Por Redação FuTimão em 23/03/2026 17:49

A diretoria do Corinthians vive mais um capítulo de atritos administrativos. Em um movimento que intensifica a tensão interna, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, entrou com um processo contra Osmar Stabile, mandatário do clube, alegando calúnia e difamação. A medida judicial foi protocolada na Vara Criminal do Foro Regional do Tatuapé, em São Paulo, evidenciando a profundidade do desacordo.

A Gazeta Esportiva teve acesso aos detalhes do processo movido por Tuma, que se fundamenta em declarações atribuídas a Stabile por um criador de conteúdo. Segundo a publicação, Stabile teria imputado a Romeu Tuma Júnior a prática de atos ilícitos, com destaque para uma suposta interferência indevida em contratos do clube com o objetivo de obter vantagens pessoais.

Conflito de Interesses em Contratos Alvinegros

As alegações, conforme relatadas pelo blogueiro Cacá Catalão, apontam que Stabile teria acusado Tuma de tentar manter um escritório de advocacia ligado ao departamento jurídico, mesmo que isso implicasse um custo maior para o Corinthians . O mandatário do clube teria afirmado ter conseguido um contrato com valor menor, R$ 45 mil, mas que o presidente do Conselho teria insistido em manter um acordo anterior, com custo de R$ 80 mil.

Outro ponto de divergência citado pelo criador de conteúdo diz respeito aos valores pagos pelo camarote Brahma à Neo Química Arena. Stabile acusaria Tuma de ter interferido na renegociação do contrato, que teria sido ajustado para R$ 4,5 milhões, mas que o presidente do Conselho teria solicitado a manutenção do valor original de R$ 2 milhões.

Tuma Contesta Acusações e Busca Esclarecimentos

Em sua defesa no processo, Tuma argumenta que as acusações são "ofensivas" à sua "honradez e imagem pública", pois sugerem que ele estaria buscando benefício próprio ao defender a manutenção dos acordos. Para o presidente do Conselho Deliberativo, as declarações de Stabile configuram calúnia e difamação.

O presidente do CD também direcionou críticas à reunião convocada unilateralmente por Stabile, que teria como pauta o afastamento de Tuma do cargo. Segundo Tuma, a convocação seria irregular e violaria o Artigo 82, inciso II, alínea b, do Estatuto Social do clube. Em um trecho do documento, Tuma ressalta que a convocação "afronta o Estatuto e, principalmente à Constituição da República", além de usurpar funções da Comissão de Ética.

Ruptura Institucional e Exigência de Provas

Romeu Tuma Júnior alega que as denúncias surgem em um contexto de "ruptura institucional" e "iminente teste de popularidade" no clube. Diante disso, ele solicitou formalmente que Stabile apresente os devidos esclarecimentos e prove as acusações feitas contra sua pessoa.

O desentendimento entre os dois dirigentes se intensificou após uma reunião para votação da reforma do Estatuto Social, que resultou em um embate verbal no Parque São Jorge no dia 9 de março. Poucos dias depois, Stabile protocolou um pedido de afastamento cautelar de Tuma na Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo, com base em artigos do estatuto alvinegro.

Reunião Extraordinária Gera Polêmica e Questionamentos

Recentemente, o presidente do Corinthians convocou uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, sem comunicação prévia ao próprio Conselho, com o objetivo de votar o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior. A medida, baseada no Artigo 112, item 6, do Estatuto Social, foi recebida com "indignação" por Tuma, que a classificou como uma "manobra golpista" e "estratégia deliberada" para impedir o avanço da reforma estatutária.

Essa reunião extraordinária pode ser incluída em um inquérito que investiga a necessidade de uma possível intervenção judicial no clube, iniciado em dezembro do ano passado. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) avalia que os "possíveis atos administrativos irregulares" podem levar a uma "eventual intervenção judicial".

Tanto Tuma quanto outro conselheiro, Pantaleão, não reconheceram a validade da reunião convocada por Stabile, enviando um ofício aos conselheiros alegando falta de regularidade formal. Eles consideram que a convocação foi feita por uma "autoridade desprovida de competência para a prática" e que o pleito representa uma "afronta à sistemática estatutária". A Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo também se manifestou contra a reunião, citando o risco de intervenção judicial e recomendando seu cancelamento.

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Juliana

Juliana

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Comentado em 23/03/2026 22:32 Isso que esta rolando mostra que o clube precisa de governança firme. Que o CD tenha documentos e que o Ministério Público acompanhe, pra evitar intervenção e preservar instituição
Mateus

Mateus

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Comentado em 23/03/2026 21:02 Se as acusações forem verdadeiras tem que ter prova forte e rápido. A gente quer transparência, respeito ao estatuto e um Corinthians forte, unido e no caminho certo
Fernando

Fernando

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Comentado em 23/03/2026 19:22 Vamos cobrar provas claras e manter a fé no Timão, sem expor o clube
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