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Memphis Depay no Corinthians: Por que a torcida faz Carnaval pelo jogador?
Por Redação FuTimão em 18/08/2026 10:40
A permanência de Memphis Depay no Parque São Jorge não pode ser atribuída exclusivamente à gestão atual. Segundo a visão do colunista Rodrigo Mattos, expressa durante o UOL News Esporte, o peso dessa decisão recai diretamente sobre a torcida organizada e toda a estrutura que compõe o ecossistema alvinegro.
Ao analisar os detalhes financeiros e o impacto midiático do novo contrato divulgado pelo presidente Osmar Stabile, Mattos argumenta que tanto a Gaviões da Fiel quanto a massa de torcedores, incluindo influenciadores digitais, demonstraram uma euforia desmedida ? um verdadeiro "Carnaval" ? pela manutenção do atleta, ignorando os custos elevados que a operação impõe ao clube.
O papel da torcida na gestão do clube
Para o colunista, a influência da torcida organizada no processo foi determinante. Mattos reforça que o discurso de proteção à instituição muitas vezes mascara interesses particulares. Sobre esse comportamento coletivo, o jornalista pontuou:
"Primeiro concordo contigo que essa renovação não está na conta do Osmar Stabile só. Está na conta de toda a comunidade corintiana. A torcida organizada, que tem esse mito de que ela luta pelo bem do Corinthians, na verdade ela luta pelos interesses dela mesmo. Já provou isso em vários outros momentos. E a própria comunidade torcida, influencers, enfim, tudo que você pode colocar aí, todo mundo foi a favor. Então está todo mundo embarcado nessa ideia."
Essa mobilização em torno de um jogador que, até o momento, conquistou apenas a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista, soa desproporcional quando comparada à história do clube. Ao rememorar ídolos que marcaram épocas vitoriosas, como Sócrates, Marcelinho Carioca e Rincón, o autor reflete sobre a atual fragilidade emocional do torcedor.
A realidade financeira e os riscos do contrato
A empolgação da arquibancada ignora uma realidade contábil severa. Mattos questiona se a negociação, que promete descontos em juros, é realmente sustentável. O histórico recente do Corinthians em relação a atrasos salariais e pendências financeiras, como o caso envolvendo Matias Rojas, serve como um alerta constante sobre a fragilidade dos compromissos assumidos.
"Isso vai ter o desconto se o Corinthians pagar em dia. Então, assim, se não pagar, vamos lembrar aqui, o Matias Rojas, o Augusto Mello atrasou uma parcela e a dívida foi para 40 milhões."
Abaixo, apresentamos os pontos críticos levantados sobre a viabilidade econômica do negócio:
| Ponto de Atenção | Análise de Mattos |
|---|---|
| Capacidade de Pagamento | O clube não possui margem financeira para arcar com salários acima de 2 milhões mensais. |
| Estratégia Ideal | Deveria ter havido uma postura fria, focada em quitar pendências passadas em vez de novos contratos. |
| Histórico Recente | O atraso em parcelas anteriores escalou dívidas de forma perigosa. |
A necessidade de uma postura racional
O colunista é enfático ao afirmar que a diretoria deveria ter agido com cautela, priorizando a saúde financeira em detrimento da pressão popular. Para Mattos, a gestão sucumbiu ao desejo da torcida, quando o cenário exigia uma decisão pragmática e desapegada de nomes de impacto.
"Ele não tem condição de pagar esse valor de um pouco mais de dois milhões de reais, dois e meio, né, se a gente contar aqui por esses vinte e quatro. Então a questão é essa, ele não tem. Quando você não tem condição de pagar um negócio, você tem que se negociar para pagar o que era passado e falar muito obrigado."
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