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Memphis Depay e Corinthians: O custo real da permanência do atleta
Por Redação FuTimão em 18/08/2026 11:56
A decisão do Corinthians de não renovar com Memphis Depay foi, na verdade, um acerto por vias tortuosas, visto que a continuidade do atleta sequer deveria ter sido colocada em pauta pela atual gestão. Uma administração pautada pela responsabilidade teria, no momento em que a temporada foi pausada para a Copa do Mundo, comunicado ao jogador que as finanças alvinegras não comportavam os excessos deixados pelo mandato anterior. O gesto correto seria agradecer pelos serviços prestados e organizar uma despedida digna, dado que o holandês conquistou o carinho da torcida.
Contudo, a realidade seguiu um caminho oposto. Após o Mundial, período em que Memphis sequer foi acionado pela seleção holandesa para cobranças de pênaltis, instaurou-se um impasse desgastante e, em diversos momentos, incompreensível, que parecia caminhar para o encerramento definitivo das tratativas.
O custo financeiro e a realidade do clube
Por razões que não cabe aqui esmiuçar, o jogador demonstrou um desejo persistente de permanecer no Parque São Jorge. A partir daí, Memphis passou a ajustar suas pretensões financeiras até um patamar que, teoricamente, permitiria ao Corinthians arcar com os custos, evitando inclusive novos problemas com transfer bans. Ocorre que, ao aceitar essa continuidade, a presidência incorre em um erro estratégico, mantendo um cenário onde o clube finge pagar salários astronômicos enquanto o atleta finge atuar, tudo isso sob o peso de uma dívida que já alcança os 3 bilhões de reais.
Embora parte da torcida celebre a permanência argumentando que o clube deve priorizar taças em vez de lucros, os números revelam uma face dura da realidade. É inegável a colaboração do jogador nas conquistas recentes, mas o balanço financeiro é preocupante. Abaixo, apresentamos a estimativa do impacto econômico dessa passagem:
| Cenário | Impacto Financeiro Estimado |
|---|---|
| Melhor hipótese | 26 milhões de reais negativos |
| Pior hipótese | 56 milhões de reais negativos |
Viabilidade econômica versus ambição esportiva
Enquanto clubes como Palmeiras e Flamengo possuem fôlego financeiro para absorver prejuízos em troca de títulos estaduais, da Copa do Brasil ou da Supercopa, o Corinthians encontra-se em uma posição de vulnerabilidade absoluta. A manutenção de contratos desse porte ignora a fragilidade fiscal da instituição.
O cenário, portanto, é de uma gestão que ignora as advertências contábeis em nome de uma popularidade momentânea. O torcedor pode se sentir satisfeito com o desempenho dentro das quatro linhas, mas a sustentabilidade do clube a longo prazo permanece em xeque, reforçando a crítica de que o Corinthians , definitivamente, não possui condições de arcar com tais desembolsos.
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