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Marcelo Paz no Corinthians: Estratégia para reduzir custos em 30%
Por Redação FuTimão em 06/01/2026 05:44
O Corinthians caminha por uma trilha estreita entre a necessidade de sanear suas finanças e o imperativo de manter um time competitivo em campo. Atualmente, o maior entrave administrativo é o bloqueio de registros da FIFA, vigente desde agosto, que impede a oficialização de novos atletas. Para superar esse obstáculo, a cúpula alvinegra tem concentrado esforços na resolução de pendências financeiras urgentes que sufocam o fluxo de caixa do Parque São Jorge.
Recentemente, o clube conseguiu um fôlego importante ao selar um entendimento com o meio-campista Matías Rojas. O acordo evitou que uma nova sanção fosse imposta agora em novembro. A negociação foi conduzida de forma a garantir um abatimento relevante nos encargos da dívida total, conforme detalhado nos valores abaixo:
| Item da Negociação | Valores e Prazos |
|---|---|
| Parcela já quitada (Rojas) | R$ 20,5 milhões |
| Segunda parcela (Janeiro/2026) | R$ 20,5 milhões |
| Desconto obtido em multas | R$ 6 milhões |
| Dívida pendente (Félix Torres) | R$ 40 milhões (aproximado) |
A engenharia financeira para o futebol em 2026
A meta estabelecida pela presidência de Osmar Stábile é ambiciosa: enxugar o orçamento do departamento de futebol em cerca de 30%. O desafio reside em realizar esse corte sem deteriorar a qualidade técnica do elenco. Nesse tabuleiro político e administrativo, a figura de Marcelo Paz emerge como a peça fundamental. O novo executivo de futebol foi escolhido justamente por apresentar um discurso pragmático e totalmente sintonizado com as limitações financeiras projetadas para o próximo ciclo.
Durante o processo de seleção para o cargo, outros nomes foram avaliados, como o de Bruno Spindel. Entretanto, as conversas com o atual dirigente do Cruzeiro revelaram uma divergência de expectativas. Internamente, avaliou-se que as sugestões de Spindel, que incluíam atletas de alto custo como o volante Gerson, destoavam da realidade orçamentária que o Corinthians pretende adotar. A visão da diretoria é de que o momento exige contratações cirúrgicas, com baixo impacto financeiro e alto retorno esportivo.
O perfil de Marcelo Paz e a nova filosofia de mercado
A discrição demonstrada por Marcelo Paz durante suas tratativas com o Timão foi um dos pontos que mais agradou a Osmar Stábile. O dirigente conduziu sua chegada ao clube sem alardes ou vazamentos, comportamento que a cúpula corintiana espera ver replicado nas futuras negociações de mercado. A crença interna é de que, se Paz mantiver o mesmo nível de reserva e habilidade com empresários e outros clubes, o Corinthians terá uma vantagem estratégica nas janelas de transferências.
Além da postura reservada, a trajetória de Paz à frente da Liga Forte União e sua gestão anterior no Fortaleza servem de lastro para sua nova função. Ele é visto como um líder institucional capaz de equilibrar a firmeza necessária nas decisões com o poder de conciliação entre diferentes alas do clube. A ideia é que ele atue como um articulador direto entre o campo e a diretoria financeira, garantindo que cada investimento esportivo esteja rigorosamente dentro das possibilidades monetárias da instituição.
Eficiência sobre o estrelismo nas futuras contratações
A nova diretriz técnica do Corinthians sob a batuta de Marcelo Paz priorizará o custo-benefício. O modelo de sucesso implementado por ele em anos anteriores, focado em identificar atletas menos midiáticos mas funcionalmente eficientes, é o que o clube busca para preencher as lacunas atuais. O objetivo é montar um grupo operário, tecnicamente qualificado, mas que não onere as contas de forma irresponsável.
Contudo, todo esse planejamento depende da resolução da dívida com o Santos Laguna. O clube mexicano cobra aproximadamente R$ 40 milhões referentes à aquisição do zagueiro Félix Torres. Sem a quitação ou renegociação desse montante, o Corinthians continuará impedido de registrar os reforços que Paz planeja buscar. O sucesso da gestão do novo executivo passará, obrigatoriamente, pela sua capacidade de gerir esse cenário de escassez enquanto busca a excelência competitiva.
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