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Justiça mantém promotor no processo contra vice-presidente do Corinthians
Por Redação FuTimão em 27/08/2026 20:45
A magistrada Amanda Eiko Sato, titular da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, proferiu uma decisão desfavorável aos interesses da defesa de Armando Mendonça, atual vice-presidente do Corinthians. O pedido para que o promotor Cássio Roberto Conserino fosse removido do Caso Nike, que investiga irregularidades no manuseio de materiais esportivos do clube, foi formalmente rejeitado.
No entendimento da juíza, não houve a apresentação de elementos probatórios robustos que justificassem o afastamento do representante do Ministério Público. Desta forma, Conserino permanece na condução da ação que apura o desaparecimento e a retirada indevida de itens do estoque do Timão.
Além da permanência do promotor, a decisão publicada na última quarta-feira (26) estabeleceu, em caráter de urgência, a expedição de um mandado de citação destinado ao dirigente corinthiano. O processo segue, portanto, seu trâmite regular na esfera criminal.
Argumentos da defesa e posicionamento do Ministério Público
A estratégia da defesa de Armando Mendonça baseava-se na tese de suposta parcialidade por parte do promotor. Entre os pontos levantados pelos advogados, constavam o questionamento sobre a condução das investigações, manifestações do promotor acerca da política interna do clube, interações em redes sociais sobre o Corinthians e a presença de Conserino em um evento do grupo SAFiel.
Em contrapartida, Cássio Roberto Conserino refutou veementemente as alegações. O promotor esclareceu que sua atuação no caso decorreu de distribuição eletrônica, inexistindo qualquer escolha deliberada ou interesse pessoal no desfecho da demanda. A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, sob comando de Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, havia sinalizado anteriormente que a competência para deliberar sobre o tema residia na magistrada responsável pelo processo.
Ao analisar o pleito, a juíza Amanda Eiko Sato concluiu que as justificativas da defesa não se enquadravam nos dispositivos legais que permitem a suspeição de um promotor. Como medida complementar, a magistrada determinou a exclusão dos autos de uma imagem contendo um familiar do promotor, zelando pela integridade do processo.
Contexto das acusações contra o dirigente
O cenário jurídico para o vice-presidente tornou-se mais complexo em junho, momento em que a Justiça validou a denúncia oferecida pelo Ministério Público. O dirigente figura como réu, enfrentando quatro acusações distintas, conforme detalhado abaixo:
| Acusação | Detalhamento |
|---|---|
| Apropriação indébita | Qualificada e continuada (131 itens) |
| Tentativa de apropriação | Referente a 19 camisas da NFL |
| Furto qualificado | Mediante abuso de confiança |
| Coação | No curso do processo |
O inquérito teve origem após uma auditoria interna realizada nas dependências do Parque São Jorge e do CT Joaquim Grava. O levantamento revelou inconsistências graves nos registros e no fluxo de mercadorias fornecidas pela Nike. Enquanto as investigações apontam para a retirada de itens, a defesa de Armando Mendonça sustenta a inocência do dirigente.
Vale ressaltar que, embora a denúncia tenha sido aceita, o Poder Judiciário negou, até o momento, os pedidos do Ministério Público para afastar o dirigente de suas funções associativas, restringir seu acesso às dependências do clube ou impedir o contato com outros membros da administração.
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