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Elenco do Corinthians 2026: Quem sai e quem fica após os títulos
Por Redação FuTimão em 05/01/2026 04:15
O encerramento da vitoriosa temporada de 2025 trouxe ao Corinthians não apenas troféus, mas também a necessidade de uma avaliação rigorosa sobre a produtividade de seu plantel. Embora o clube tenha erguido duas taças, o desempenho individual de alguns atletas seguiu uma trajetória de declínio, colocando-os em uma lista de possíveis negociações para a abertura de 2026. A oscilação técnica e física de nomes que antes eram considerados intocáveis agora força a diretoria a repensar a manutenção de certas peças.
O caso mais notável de queda de rendimento é o de Rodrigo Garro. O meia argentino, que em 2024 foi o protagonista absoluto com 13 gols e 14 assistências, apresentou números modestos no último ano: apenas duas bolas na rede e sete passes para gol. Afetado por problemas físicos crônicos no joelho e na panturrilha, Garro perdeu a titularidade em momentos decisivos da Copa do Brasil, admitindo publicamente que não atingiu seu ápice técnico durante a última campanha.
No setor defensivo, a situação de Félix Torres e Cacá preocupa. O equatoriano, que custou alto aos cofres do clube, terminou o ano no ostracismo, chegando a ficar três meses sem atuar. Suas improvisações na lateral direita e falhas de posicionamento o transformaram em um ativo negociável. Cacá seguiu roteiro semelhante, perdendo a confiança da comissão técnica após exibições inseguras na reta final das competições.
Jogadores que perderam espaço no elenco de Dorival Júnior
A base também teve seus altos e baixos. Gui Negão, que surgiu como uma solução imediata para o ataque ao marcar gols decisivos contra o Athletico-PR, viu seu brilho apagar. O jovem atacante encerrou 2025 com um jejum de três meses e sem sequer entrar em campo nas finais da Copa do Brasil. Além dele, nomes como Hugo, Ryan e Charles figuram como excedentes. Hugo , prejudicado por uma cirurgia, teve sua minutagem reduzida drasticamente, enquanto Charles desperta o interesse do Coritiba e pode ser uma das primeiras saídas confirmadas.
| Jogador | Status para 2026 | Partidas em 2025 |
|---|---|---|
| Félix Torres | Negociável | 28 |
| Rodrigo Garro | Em baixa / Recuperação | Oscilante |
| Charles | Interesse do Coritiba | Reserva |
| Hugo | Disponível para proposta | 20 |
Em contrapartida ao grupo que perdeu espaço, o Corinthians consolidou pilares que garantiram a competitividade da equipe. Hugo Souza é, sem dúvida, o maior acerto recente do departamento de futebol. O goleiro não apenas foi o herói nas decisões por pênaltis contra Palmeiras e Cruzeiro, como também atraiu o interesse do Milan e carimbou passagens em convocações da seleção brasileira. Sua permanência é tratada como prioridade máxima, após o clube recusar investidas do futebol europeu.
Os protagonistas da temporada e a valorização no mercado
No sistema defensivo, Gustavo Henrique viveu um ano de redenção. Além da solidez atrás, o zagueiro tornou-se uma arma ofensiva perigosa, registrando quatro gols e uma assistência. Pelas laterais, Matheus Bidu e Matheuzinho transformaram desconfiança em titularidade absoluta. Bidu, que quase deixou o Parque Jorge em 2024, ressurgiu com nove participações diretas em gols, enquanto Matheuzinho adaptou-se perfeitamente ao esquema de ala proposto por Dorival Júnior, sendo decisivo na final contra o Vasco.
A juventude de Breno Bidon também merece destaque. O meio-campista assumiu a responsabilidade de organizar o time na ausência de Garro e entregou atuações de gala, incluindo o lance plástico que originou o gol do título da Copa do Brasil. Sua evolução tática, saindo de uma função mais defensiva para a armação, o colocou como o atleta mais valorizado do elenco atual sob a ótica do mercado internacional.
Por fim, Memphis Depay justificou o investimento pesado feito em sua contratação. Apesar dos questionamentos iniciais sobre sua condição física, o holandês foi o diferencial técnico nos momentos de maior pressão. Com 12 gols e 10 assistências, Memphis marcou o tento da vitória na semifinal e selou o título na grande final contra o Vasco. O atacante termina o ciclo de 2025 como a referência técnica indispensável para os desafios que o Corinthians enfrentará em 2026.
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