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Dívidas do Corinthians: Risco de Transfer Ban e exclusão do Profut
Por Redação FuTimão em 04/01/2026 05:52
A nova configuração administrativa do Corinthians depara-se com um cenário de extrema fragilidade contábil. Sob o comando interino de Osmar Stabile, que assumiu o posto após o afastamento de Augusto Melo pelo Conselho Deliberativo, o clube precisa viabilizar R$ 8 milhões para honrar compromissos que vencem em apenas sete dias. O problema central reside na escassez de recursos: o saldo disponível em tesouraria é de apenas R$ 5 milhões, sem novas receitas previstas para o curto prazo.
A situação é descrita internamente como um panorama de "terra arrasada", onde o departamento financeiro se vê com o "caixa estrangulado". Além das obrigações rotineiras, como a folha de pagamento e contas fixas, o acúmulo de pendências externas coloca a instituição em uma posição de vulnerabilidade perante órgãos reguladores e entidades esportivas.
Um dos pontos mais alarmantes diz respeito ao Profut. O Corinthians , que integra o programa federal de refinanciamento de dívidas, já acumula dois meses de inadimplência, com parcelas mensais de R$ 2,8 milhões cada. Caso o terceiro atraso se confirme, o clube corre o risco real de ser desligado do projeto de incentivo fiscal, o que agravaria severamente o passivo tributário da agremiação.
O risco iminente de exclusão do Profut e passivos tributários
Abaixo, detalhamos os principais valores que compõem o montante imediato que o clube precisa quitar para evitar sanções administrativas e esportivas:
| Credor / Compromisso | Natureza da Dívida | Status Atual |
|---|---|---|
| Profut | Parcelamento de dívidas fiscais | Duas parcelas de R$ 2,8 milhões atrasadas |
| Toluca (México) | Compra do atacante Pedro Raul | Parcela de vencimento imediato |
| Ramón Díaz | Multa rescisória parcelada | Percentual a ser quitado nos próximos dias |
A negociação envolvendo o atacante Pedro Raul também se tornou um gargalo financeiro. Adquirido junto ao Toluca, do México, por aproximadamente 5 milhões de dólares (cerca de R$ 25 milhões na época), o atleta teve seu pagamento estruturado em quatro etapas. Com duas parcelas previstas para 2024 e duas para 2025, o vencimento atual exige um aporte que o clube, no momento, não possui em conta.
Pendências com Pedro Raul e o mercado mexicano
Não menos grave é a pendência com a antiga comissão técnica. A ruptura contratual com Ramón Díaz gerou uma obrigação de R$ 7 milhões em multas. Embora o montante tenha sido objeto de parcelamento, o descumprimento dos pagamentos iminentes pode acionar mecanismos disciplinares da FIFA. O risco de um novo transfer ban, que impediria o Corinthians de registrar novos reforços, é uma sombra constante sobre o planejamento do futebol para as próximas janelas.
O presidente interino, Osmar Stabile, não esconde a gravidade do momento e a necessidade de medidas drásticas para evitar o colapso das operações. Em declaração recente, o dirigente enfatizou a dificuldade de encontrar soluções rápidas para um problema estrutural e profundo deixado pela gestão anterior.
"Onde está o dinheiro? Não tem. Temos que correr atrás para conseguir. Temos que mudar essa situação, não temos uma varinha de condão para mudar de imediato. Precisamos de trabalho e dedicação para resolver esses problemas. Temos período curto e com arrojo vamos resolver os problemas. Não será de imediato."
A ameaça de Transfer Ban e a gestão de Osmar Stabile
O desafio de Stabile é monumental: equilibrar as contas sem o aporte de novas receitas imediatas e sob a pressão de prazos fatais. A busca por alternativas financeiras ocorre em um ambiente de instabilidade política, o que dificulta a captação de recursos ou a renegociação com credores que já demonstram impaciência com os atrasos sucessivos.
Em suma, o Corinthians vive um momento de asfixia onde cada decisão financeira pode determinar a viabilidade esportiva dos próximos meses. Sem margem para erros e com o orçamento operando no vermelho, a diretoria corre contra o relógio para evitar que as dívidas de Pedro Raul , Ramón Díaz e os compromissos com o Governo Federal culminem em punições desportivas irreparáveis.
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