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Corinthians: SAFiel propõe R$ 600 milhões para quitar dívidas e viabilizar futuro
Por Redação FuTimão em 06/01/2026 21:05
Uma nova perspectiva financeira surge para o Corinthians. Na última terça-feira (06), os responsáveis pelo projeto SAFiel apresentaram à diretoria do clube uma proposta robusta. O plano delineia um aporte de aproximadamente R$ 600 milhões, com o objetivo principal de liquidar a pendência junto à Caixa Econômica Federal. Essa dívida, no valor de R$ 550 milhões, está atrelada ao financiamento da Neo Química Arena e a quitação seria processada em um prazo máximo de seis meses. Adicionalmente, o grupo se compromete a saldar imediatamente a pendência com o Santos Laguna, referente à aquisição do zagueiro Félix Torres, transação que resultou em um impedimento de transferências para o Timão.
SAFiel: Condicionantes e Caminhos para a Aprovação
Entretanto, a concretização deste substancial aporte financeiro está atrelada a uma condição fundamental: a assinatura de um memorando de entendimentos entre a diretoria alvinegra e a SAFiel. Caso este acordo se materialize, os líderes do projeto teriam a prerrogativa de buscar investidores interessados em direcionar capital para a iniciativa. É importante ressaltar que a assinatura do memorando não implica na criação automática de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Corinthians . A constituição de uma SAF demandaria um processo mais complexo, incluindo a alteração do estatuto do clube, que necessita da chancela tanto dos conselheiros quanto dos sócios.
O aporte financeiro proposto funcionaria, em sua essência, como um adiantamento. Caso a estrutura da SAFiel venha a ser aprovada em definitivo no futuro, o valor investido seria revertido em ações. Por outro lado, se o projeto não obtiver sucesso em sua aprovação, o Corinthians ficaria obrigado a restituir os recursos ao grupo proponente.
O Conceito Inovador da SAFiel
Mas o que exatamente representa a SAFiel? Trata-se de uma proposta cujos formuladores a definem como um modelo que visa colocar o torcedor no epicentro da gestão e operação do clube, permitindo sua participação ativa como acionista. De acordo com a concepção do plano, seria estabelecida uma nova entidade corporativa, a Invasão Fiel S/A. Esta empresa seria a responsável pela administração integral das modalidades de futebol masculino, feminino e das categorias de base. O clube social, por sua vez, permaneceria completamente desvinculado desta estrutura empresarial.
A Invasão Fiel S/A operaria como uma holding, com a emissão de ações divididas em duas categorias distintas. Uma delas seria reservada exclusivamente para corintianos adimplentes, seja como sócios do clube ou membros do programa Fiel Torcedor, assegurando a estes o direito a voto na governança da SAF. A outra categoria seria destinada a investidores institucionais, desprovidos de qualquer vínculo afetivo com o clube, mas sem a prerrogativa de participação na gestão administrativa. Os defensores deste modelo projetam uma captação de recursos que poderia variar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,7 bilhões, valores considerados suficientes para impulsionar um avanço significativo nas esferas financeira e operacional do Corinthians .
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