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Corinthians refém de Memphis Depay? Mauro Cezar faz alerta grave
Por Redação FuTimão em 19/08/2026 16:59
A postura recente do Corinthians no mercado e a relação com sua torcida têm sido alvo de questionamentos profundos por parte de analistas esportivos. O comentarista Casagrande fez um alerta importante sobre a ilusão de idealizar o comportamento das arquibancadas alvinegras, recordando que cobranças excessivas e episódios de hostilidade já ocorreram. Para ele, o foco precisa estar na saúde financeira da instituição como um todo, alertando que novos atrasos podem resultar em punições financeiras severas:
"E se você atrasar, esses juros voltam."
Essa preocupação ganha força com o ceticismo de Danilo Lavieri sobre as supostas projeções de alívio financeiro no Parque São Jorge. De acordo com o jornalista, qualquer cálculo otimista desmorona diante da realidade operacional do clube, que falha constantemente em cumprir seus prazos contratuais. Lavieri enfatizou que a inadimplência é uma constante na rotina corintiana:
"Todas essas contas de, ah, o Corinthians está economizando, o Corinthians vai economizar, ela parte de um princípio que não existe, que é o Corinthians começar a pagar em dia. Isso não existe, já não existe há um bom tempo. O Corinthians atrasa, é sistematicamente atrasa."
A ilusão financeira e o risco do acordo por Memphis Depay
Nesse cenário de instabilidade, a permanência de Memphis Depay sob novos termos contratuais é vista com ressalvas. No entendimento do jornalista Mauro Cezar, a diretoria do Corinthians acabou se tornando dependente da imagem do atacante holandês ao aceitar condições que apenas postergam os problemas. Ao invés de equacionar o passivo, o clube optou por estender compromissos financeiros que podem comprometer ainda mais o futuro da agremiação.
A estratégia de priorizar o pagamento de uma estrela internacional em detrimento de outras obrigações básicas cria um ciclo perigoso. Segundo a análise de Mauro Cezar, essa postura transmite uma mensagem negativa ao mercado, sugerindo que o Alvinegro escolhe quais credores receberão prioritariamente, enquanto acumula novos encargos a cada renegociação de contrato.
O contraste histórico com o modelo de gestão do Flamengo
Para ilustrar como uma gestão responsável deve se comportar diante de dívidas bilionárias, Mauro Cezar resgatou a reestruturação promovida pelo Flamengo em 2013. Naquela oportunidade, a diretoria carioca optou por abrir mão de seu principal atleta para equilibrar as contas, uma decisão que foi compreendida e aceita pelos torcedores sem grandes contestações nas arquibancadas:
"Sabe o que foi diferente? Com a torcida que foi diferente no processo desses, assim, do time endividado? Foi a torcida do Flamengo. Quando o Vagner Love, com o contrato em vigor, foi devolvido para o CSKA. O Flamengo falou, olha, não temos como pagar você, o CSKA não temos como pagar as parcelas restantes do jogador, estamos assumindo o clube. Está quebrado, deve quase R$ 800 milhões na época, hoje seria R$ 2 bilhões, mais ou menos, algo em torno disso ou mais."
O comentarista ressalta que a verdadeira responsabilidade administrativa exige sacrifícios imediatos para garantir a sobrevivência da instituição a longo prazo. No entanto, o Corinthians caminha na direção oposta ao inflar sua folha salarial para segurar um atleta de alto custo, uma postura que ele considera prejudicial para o clube paulista:
"Isso aí é cortar a carne, cara. Você abrir mão do seu principal jogador porque ele não tem como pagar. (...) A torcida do Flamengo não protestou. O que a torcida do Corinthians tá fazendo é o inverso, e é o mal para o Corinthians."
Abaixo, veja o comparativo das abordagens financeiras destacadas pelos analistas:
| Clube / Contexto | Decisão Administrativa | Reação da Torcida | Impacto Financeiro |
|---|---|---|---|
| Flamengo (2013) | Devolução de Vagner Love por falta de verba | Apoio e ausência de protestos | Início da reestruturação sustentável |
| Corinthians (Atual) | Manutenção de Memphis Depay com novos acordos | Pressão por contratações e resultados | Aumento de obrigações e risco de novos juros |
O debate evidencia que a busca por resultados imediatos em campo pode custar caro ao Corinthians , que segue adiando decisões estruturais profundas em nome de um projeto esportivo de alto risco financeiro.
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