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Corinthians: Processo com Família de Tim Maia pode custar R$ 10 milhões

Por Redação FuTimão em 24/01/2026 12:12

O Sport Club Corinthians Paulista se depara com um passivo financeiro considerável, oriundo de uma antiga querela judicial que tem como pano de fundo o uso de uma melodia popular e ações publicitárias. A diretoria alvinegra já internalizou a perspectiva de um desembolso expressivo, avaliado em aproximadamente R$ 10 milhões, referente a um litígio que envolve a gravadora Warner/Chappell Music e os herdeiros do icônico cantor Tim Maia.

O montante em questão, precisamente R$ 9.943.396,28, figura nos documentos apresentados à corte como uma "perda provável", indicando que o clube já se prepara para honrar essa obrigação financeira. A origem do conflito remonta a 2017, quando a gravadora, em conjunto com o espólio do artista, ingressou com uma ação judicial alegando o uso indevido de uma adaptação melódica inspirada na canção "Não quero dinheiro (só quero amar)". A utilização da melodia foi notada em manifestações nas arquibancadas do clube, especialmente em campanhas promocionais alusivas ao Mundial de Clubes de 2012.

O Uso de Melodia e Publicidade

As ações publicitárias em questão incluíam a veiculação de vídeos em plataformas televisivas e redes sociais, onde a letra da música era adaptada para exaltar o Corinthians . Adicionalmente, foram produzidas camisas personalizadas para os atletas da época, incrementando o alcance comercial e a visibilidade das campanhas. Essa exploração comercial da adaptação musical foi um dos pontos centrais da argumentação legal.

Em sua defesa, o Corinthians sustentou que a canção teve origem espontânea nas arquibancadas, configurando uma paráfrase que, em tese, não demandaria autorização expressa. No que tange aos materiais promocionais, o clube alegou que parte da produção foi realizada pela TV Globo. Contudo, tais argumentos não foram acolhidos pela instância judicial.

A Decisão Judicial e os Valores em Jogo

A juíza Maria Honório, responsável pelo caso, proferiu decisão desfavorável ao clube, considerando que o Alvinegro se apropriou de um trecho marcante e reconhecido da obra musical, caracterizando exploração econômica. A magistrada fundamentou sua decisão na estampa da letra em materiais esportivos, evidenciando o caráter comercial da infração.

Após a sentença favorável no processo original, a Warner buscou, em 2023, a definição do valor da indenização a ser paga. A cobrança atual se aproxima dos R$ 10 milhões, e os detalhes do processo permanecem sob sigilo. O Corinthians , contudo, busca mitigar o impacto financeiro, apresentando um cálculo pericial que sugere uma indenização inferior, na casa dos R$ 4 milhões. Apesar dessa tentativa, a diretoria do clube, conforme confirmado pelo diretor financeiro Emerson Piovesan, reconhece a probabilidade de um prejuízo significativo com a resolução definitiva da pendência.

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Paulo

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Comentado em 24/01/2026 16:52 Confiante no desfecho positivo e que tudo fica bem
Rafael

Rafael

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Comentado em 24/01/2026 15:14 Se ja for confirmado que vai pagar vamos manter a tranquilidade pq o clube tem pericia e time para recuperar
Lucas

Lucas

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Comentado em 24/01/2026 13:43 Vai Corinthians vamos segurar essa treta juridica com raça e foco vamos vencer
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