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Corinthians planeja pagamento antecipado para derrubar Transfer Ban
Por Redação FuTimão em 31/12/2025 04:16
A cúpula diretiva do Corinthians estabeleceu uma nova estratégia financeira para tentar solucionar o impedimento de registros de atletas, o popular transfer ban, que assola o clube desde o mês de outubro. O foco imediato é a antecipação da terceira cota do acordo firmado perante a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, demonstrando um novo comportamento diante dos credores.
Atualmente, o Alvinegro lida com duas frentes de punição. Além da esfera nacional, existe uma sanção imposta pela FIFA, vigente desde agosto, decorrente de uma dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México. Esse montante refere-se à aquisição do defensor Félix Torres. O departamento financeiro do clube trabalha com a expectativa de liquidar este débito internacional nos próximos dias, embora ainda não tenha definido uma data exata para a transação.
A situação na CNRD é mais complexa devido ao histórico recente de inadimplência. O clube havia acordado o parcelamento de uma dívida superior a R$ 76 milhões, dividida em 24 prestações trimestrais. No entanto, o atraso no pagamento das duas primeiras parcelas gerou o bloqueio atual. A interpretação interna da diretoria, de que haveria um prazo de tolerância de cinco dias para a comprovação, foi rejeitada pelo órgão regulador, que manteve a punição mesmo após a quitação tardia.
Pendências financeiras e o cronograma de pagamentos
Para recuperar a autonomia no mercado da bola, o Corinthians precisa convencer o painel julgador da CNRD de que houve uma retificação em sua gestão de débitos. Em despacho proferido no dia 22 do mês passado, o órgão foi enfático ao declarar que a revogação da suspensão
"fica condicionada a uma demonstração de mudança de postura"
por parte da instituição paulista. A exigência central é a pontualidade rigorosa nos compromissos assumidos.
Diante desse cenário, o plano consiste em pagar a terceira parcela, que originalmente venceria apenas em 17 de janeiro de 2026, de forma antecipada. A diretoria acredita que este gesto de boa-fé será o argumento necessário para que os julgadores suspendam o transfer ban. A tabela abaixo detalha os valores e a estrutura do acordo na CNRD:
| Natureza da Dívida | Valor Total Estimado | Estrutura do Acordo | Prazo Total |
|---|---|---|---|
| Clubes, Atletas e Agentes | R$ 76 milhões | 24 parcelas trimestrais | 6 anos |
Origem dos recursos para a regularização institucional
Para viabilizar essa operação financeira, o Corinthians conta com o aporte de receitas específicas que devem entrar nos cofres do Parque São Jorge em breve. Entre os recursos mapeados estão as verbas provenientes dos direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU) para o Campeonato Brasileiro, além das premiações acumuladas na Copa do Brasil. Somado a isso, o clube projeta a utilização de um empréstimo de R$ 70 milhões para sanear as pendências imediatas.
A gestão do presidente Osmar Stabile e o novo diretor executivo de futebol, Marcelo Paz, enfrentam um panorama de austeridade. Com uma dívida global que atinge a marca de R$ 2,7 bilhões, o planejamento para a próxima temporada é pragmático. Mesmo que os bloqueios da CBF e da FIFA sejam levantados, o perfil de contratações deve priorizar atletas sem custos de transferência, focando em oportunidades de mercado que não demandem investimentos vultosos em direitos econômicos.
A expectativa é que, com a regularização dos débitos junto ao Santos Laguna e a antecipação na CNRD, o Corinthians inicie o próximo ano com a ficha limpa perante as entidades reguladoras. A mudança de postura mencionada pelo painel julgador passa a ser o pilar central para que o clube recupere sua credibilidade e possa, enfim, reforçar o elenco sob o comando da nova diretoria de futebol.
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