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Corinthians Negocia Fim de Transfer Ban e Quita Dívidas Cruciais

Por Redação FuTimão em 07/01/2026 04:15

O clube paulista tem intensificado os diálogos com o Santos Laguna, do México, com o objetivo de definir o montante necessário para suspender a punição de transfer ban imposta pela Fifa, que vigora desde agosto do ano passado. Essa movimentação ocorre em paralelo a um esforço concentrado da atual gestão para saldar pendências financeiras que, até então, impediam a inscrição de novos atletas.

Recentemente, o Timão efetuou o pagamento integral da dívida referente ao meia paraguaio Matías Rojas, no valor de R$ 41,2 milhões. Esse processo incluiu condenações tanto na Fifa quanto na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Adicionalmente, foram quitados R$ 7,2 milhões, correspondentes à terceira parcela de um acordo estabelecido na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), vinculada à CBF, numa tentativa de reverter a sanção que afeta o clube desde outubro.

Foco na Dívida do Santos Laguna

Atualmente, a atenção principal recai sobre a pendência financeira com o Santos Laguna, originada pela contratação do zagueiro equatoriano Félix Torres. As tratativas estão em curso para a determinação do valor exato que deverá ser depositado para solucionar a questão.

A condenação inicial estabeleceu o montante de US$ 6,145 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 33 milhões. Em agosto do ano passado, o presidente Osmar Stabile mencionou que a dívida rondava os R$ 40 milhões. O valor final pode sofrer alterações devido à flutuação da cotação do dólar e a negociações sobre encargos de juros.

Cronograma de Pagamentos e Desafios Financeiros

O mandatário corintiano estabeleceu diferentes prazos para a quitação desta dívida, visando liberar o clube para realizar contratações na temporada de 2026. Inicialmente, Stabile indicou que o pagamento ocorreria em dezembro, prazo este que não foi cumprido. Posteriormente, a data foi postergada para 5 de janeiro, também sem sucesso. A mais recente promessa é de que a resolução deste impasse aconteça nos próximos dias.

Nesse ínterim, a diretoria tem se dedicado a um rigoroso controle financeiro, apesar do recebimento de cotas do Campeonato Brasileiro e da premiação da Copa do Brasil, além da obtenção de um empréstimo no valor de R$ 70 milhões. Isso se deve a um acordo de refinanciamento da dívida da Neo Química Arena, firmado em 2022 sob a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves. Este acordo permite que a Caixa Econômica Federal retenha 50% das premiações recebidas pelo clube, como os R$ 77,175 milhões conquistados com o título da Copa do Brasil.

Os valores provenientes de premiações e outros créditos destinados ao Corinthians são direcionados, primeiramente, para contas bancárias geridas pela Caixa. Instituição que, conforme estipulado, pode reter metade do montante para abater a dívida relacionada à construção do estádio. Os detalhes contratuais foram divulgados pelo "Blog do Paulinho ".

Mercado e Estratégia de Contratações

Paralelamente aos esforços para regularizar a situação, o Corinthians está atento ao mercado, sondando potenciais reforços para o elenco assim que os bloqueios de transferências ? tanto da Fifa quanto da CBF ? forem suspensos.

A prioridade do clube recai sobre jogadores que se encontram sem contrato, com vínculo próximo do fim, ou que não demandem compensações financeiras significativas. Um exemplo é o zagueiro Gabriel Paulista, que rescindiu com o Besiktas e retornou ao Brasil, mantendo conversas com o clube para um possível retorno.

Em um cenário de contenção financeira, o clube almeja reduzir a folha de pagamento e evitar gastos expressivos com novas contratações. Essa abordagem foi similar à adotada no ano passado, quando atletas como Fabrizio Angileri e Vitinho chegaram ao clube sem custos de transferência.

Em entrevista recente ao canal Ulisses TV, o presidente Osmar Stabile declarou: "Evidentemente que a gente vai montar um time bem competitivo. Não prometo grandes contratações, porque o Corinthians , dentro da possibilidade, não é para fazer desta forma. A filosofia está sendo mudada, para que a gente possa ter um time competitivo. Eu tenho certeza de que nós vamos competir, como competimos na Copa do Brasil. Vamos competir na Libertadores, no Brasileiro e no Paulista."

Ele complementou: "Certeza absoluta de que estaremos com um time muito forte, dentro da possibilidade. O Corinthians não tem condições de ficar gastando dinheiro em cima disso. Ganhar títulos é questão de competência. Muitas vezes você gasta muito dinheiro, 550 milhões, e não ganha nada. O Corinthians gastou muito menos. Tivemos duas contratações, o Vitinho e o Angileri, e tivemos êxito em duas competições."

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