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Corinthians: Funcionários e diretoria divergem sobre premiação da Copa do Brasil
Por Redação FuTimão em 24/01/2026 11:13
A conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians, um feito celebrado pela torcida, trouxe consigo desdobramentos menos festivos nas relações internas do clube. A distribuição da premiação referente ao título gerou um descompasso entre os colaboradores do CT Joaquim Grava e a cúpula diretiva, evidenciando divergências na gestão financeira de conquistas esportivas.
Os trabalhadores do departamento de futebol, que contribuíram ativamente para a campanha vitoriosa, foram contemplados com uma bonificação. Contudo, o montante recebido aquém das expectativas iniciais provocou um clima de insatisfação. A situação, que poderia escalar, foi aplacada após uma série de diálogos que envolveram o recém-empossado executivo Marcelo Paz, os capitães do elenco e os coordenadores responsáveis pelas diversas áreas do centro de treinamento.
Impacto da Conquista: Premiação em Foco
A promessa de recompensa financeira foi feita pela diretoria do Corinthians antes da grande final da Copa do Brasil, realizada em 21 de dezembro do ano passado, no Maracanã, contra o Vasco. O compromisso era de que jogadores e funcionários do CT Joaquim Grava seriam beneficiados em caso de vitória. No entanto, a primeira parcela do acordo, quitada na primeira quinzena de janeiro, apresentou um valor significativamente inferior ao previsto para os colaboradores, gerando desconforto e questionamentos internos.
A expectativa era de que uma porcentagem expressiva dos R$ 77 milhões repassados pela CBF fosse destinada a esses profissionais. Relatos de fontes próximas ao clube indicam que a discrepância entre o valor projetado e o efetivamente recebido situou-se na faixa de 40% a 50%, evidenciando uma falha considerável na comunicação ou no planejamento financeiro.
Mediação e Solução para o Descontentamento
Ao tomar conhecimento da questão, o executivo Marcelo Paz, em sua recém-assumida função, agiu proativamente. Ele orquestrou uma reunião estratégica, reunindo as lideranças do elenco e os coordenadores de cada setor do CT Joaquim Grava. O objetivo era encontrar um caminho para solucionar o impasse e restaurar a harmonia.
A proposta apresentada pelo dirigente foi a de que os jogadores abrissem mão de uma parcela de sua própria premiação, destinando-a aos funcionários. Essa iniciativa, que demonstra um espírito de corpo e solidariedade, foi prontamente aceita pelo elenco , que cobriu uma parte substancial da diferença devida ao staff.
Origem do Desvio: Erro de Cálculo e Ampliação da Base de Pagamento
A apuração dos fatos revelou que a origem do atrito esteve ligada a um equívoco no cálculo inicial da premiação. Inicialmente, a projeção da bonificação contemplava apenas os funcionários alocados em posições específicas na hierarquia do CT Joaquim Grava. Contudo, a decisão final da diretoria foi estender o benefício a todos os colaboradores do centro de treinamento, independentemente de sua função ou nível salarial, abrangendo desde os atletas com remunerações mais elevadas até os profissionais com salários mais modestos.
Essa ampliação da base de beneficiários, somada à ausência de consideração inicial sobre a incidência de tributos fiscais sobre os R$ 77 milhões recebidos da CBF, contribuiu para a disparidade observada. O Corinthians , consultado sobre o ocorrido, confirmou o pagamento de duas das três parcelas acordadas e declarou que a situação encontra-se resolvida.
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