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Corinthians: Entenda a indefinição sobre premiação da Supercopa e retenções da Caixa
Por Redação FuTimão em 04/02/2026 04:23
O Corinthians se encontra em um cenário de incertezas quanto ao montante exato que será depositado em seus cofres referente à conquista da Supercopa do Brasil contra o Flamengo. Embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha anunciado publicamente um valor de R$ 11,55 milhões, este número não reflete a quantia líquida que o clube paulista efetivamente receberá. A entidade máxima do futebol nacional desconta impostos sobre o prêmio, reduzindo o valor final.
Adicionalmente, um fator de peso a ser considerado é a possibilidade de a Caixa Econômica Federal reter uma parcela significativa da premiação. Esse mecanismo, que já foi aplicado anteriormente à premiação da Copa do Brasil, pode impactar diretamente os cofres corintianos. A retenção é fundamentada em cláusulas contratuais estabelecidas para salvaguardar o banco estatal em relação ao financiamento da Neo Química Arena.
Impacto das Cláusulas Contratuais da Caixa
O acordo firmado em 2022, durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, prevê que a Caixa pode utilizar parte das receitas do Corinthians como garantia. Esse procedimento visa mitigar riscos para o banco, que também detém o direito de reter, por exemplo, 30% do valor proveniente da venda de um jogador. Até o momento, o clube não recebeu qualquer comunicação formal por parte da Caixa sobre a aplicação dessas cláusulas à premiação da Supercopa.
Desafios Financeiros e a Busca por Acordos
Em uma conjuntura financeira desafiadora, o Corinthians enfrenta uma dívida consolidada que ultrapassa os R$ 2,8 bilhões, incluindo os débitos referentes à construção da Neo Química Arena. A expectativa é que o valor recebido pela vitória na Supercopa possa ser crucial para viabilizar um acordo com o Talleres, da Argentina. O clube argentino move uma ação na FIFA que pode resultar em um novo transfer ban para o Timão.
A condenação do Corinthians pela FIFA, no valor de aproximadamente R$ 30 milhões, refere-se à aquisição do meia Rodrigo Garro, efetuada no início de 2024. O caso agora tramita no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), a última instância jurídica, e aguarda uma decisão que definirá os próximos passos do clube.
O Fantasma do Transfer Ban e Negociações nos Bastidores
Em caso de um veredito desfavorável no CAS, o Corinthians corre o sério risco de enfrentar um novo período de restrições para contratações, similar ao ocorrido com o Santos Laguna, do México. Ambas as diretorias, de Corinthians e Talleres, têm se empenhado em negociações nos bastidores para alcançar um consenso. Um dos pontos de discórdia reside na definição do valor exato da dívida, especialmente no que tange aos encargos tributários cobrados pela equipe argentina, fator que, inclusive, postergou a estreia de Rodrigo Garro com a camisa alvinegra.
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