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Corinthians: Disputas políticas afetam departamento de futebol e Renan Bloise
Por Redação FuTimão em 10/02/2026 05:44
O cenário interno do Corinthians tem sido marcado por intensos debates e divergências políticas, com o departamento de futebol emergindo como o epicentro dessas controvérsias. As atenções se voltam, em particular, para o gerente de futebol Renan Bloise e para o setor de scout, ambos alvo de questionamentos por diversas facções ligadas à atual gestão do clube.
Em meio a esse turbilhão, o presidente Osmar Stábile se encontra em uma posição delicada, buscando conciliar o suporte diário ao departamento de futebol com as crescentes pressões políticas internas. O dirigente conta com o apoio de aliados que frequentam assiduamente o Parque São Jorge e exercem influência em diferentes esferas do clube, com destaque para o setor esportivo.
Pressões e Avaliações no Departamento de Futebol
Uma investigação detalhada revelou que um grupo influente dentro da diretoria manifesta insatisfação com o trabalho de prospecção de mercado conduzido por Renan Bloise. A percepção interna é que uma parcela significativa das contratações recentes do Timão teria se originado de indicações externas, em detrimento de sugestões iniciais da própria equipe de scout.
Contudo, em contrapartida, fontes ouvidas pela reportagem indicam que todas as movimentações do Corinthians no mercado passam, invariavelmente, pela análise comandada por Bloise. Embora algumas propostas possam surgir de fora do clube, existe um rigoroso processo de avaliação interna que desempenha um papel crucial tanto na aprovação dos nomes quanto na condução das negociações.
O Papel de Renan Bloise nas Negociações
Internamente, a contribuição de Renan Bloise é vista como vital para o progresso e a concretização de negócios. Segundo informações apuradas, ele teve uma participação relevante, notadamente, nas tratativas que culminaram nas contratações do zagueiro Gabriel Paulista e do atacante Kaio César.
No que tange à negociação de Pedro Milans, embora o nome do atleta tenha sido apresentado à diretoria por outros intermediários, Bloise já mantinha contato com os representantes do jogador desde o ano anterior. Em setembro passado, o gerente chegou a ensaiar um pré-contrato com o atleta, que, contudo, não se concretizou naquele momento.
Proximidade e Desconfianças Internas
Outro elemento que alimenta a desconfiança em relação a Bloise é sua estreita relação com o executivo de futebol Fabinho Soldado. É notório que as mesmas pessoas que atualmente criticam o gerente já se manifestaram contrárias à permanência de Soldado no clube no ano anterior.
Um ponto de particular insatisfação para Osmar Stábile, em relação ao departamento de futebol, reside no episódio envolvendo Kayky. Apesar do presidente demonstrar incômodo com a relação entre o Grupo City e os agentes do atleta ? relação esta rompida pela diretoria corintiana após o incidente com Kauê Furquim ?, a negociação com o jogador do Bahia progrediu através do departamento de futebol.
O Caso Kayky e Vazamentos Suspeitos
O executivo Marcelo Paz foi poupado das críticas diretas, mas houve um incômodo específico direcionado a Renan Bloise, que já integrava o clube no ano passado, quando o Grupo City efetivou a contratação de Furquim mediante o pagamento da multa rescisória aplicável ao mercado nacional. A situação encontra-se, no momento, sob a análise da Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD).
Adicionalmente, circulam suspeitas internas sobre vazamento de informações dentro do setor, com o intuito de forçar o avanço de determinados negócios, o que teria gerado profunda irritação no presidente.
Visões Divergentes sobre a Gestão do Futebol
Por outro lado, uma parcela do clube enxerga a pressão exercida sobre Renan Bloise e o departamento de futebol como uma tentativa de "sequestro" do futebol por grupos políticos alinhados a Osmar Stábile. Nesse contexto, Marcelo Paz permanece preservado.
Informações apuradas indicam que o executivo tem adotado uma postura diplomática diante do cenário complexo, mas não abre mão da autonomia inerente ao departamento de futebol.
A Estratégia do Presidente e o Futuro do Departamento
Stábile, por sua vez, procura evitar um confronto direto e mantém Renan Bloise e a equipe de scout no cargo, pelo menos até o encerramento da janela de transferências. Isso se justifica pelo fato de que todo o trabalho de monitoramento e análise de mercado atualmente passa pelas mãos deles.
Ainda assim, a pressão interna por mudanças no setor ao longo da temporada é considerável. O presidente ainda não definiu as medidas exatas que serão tomadas, mas reconhece que alterações drásticas não podem ser implementadas de maneira abrupta, e busca conduzir a situação com a devida cautela.
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