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Corinthians 2026: Mudanças no elenco, Marcelo Paz e transfer bans

Por Redação FuTimão em 03/01/2026 04:14

O Corinthians inicia o ciclo de 2026 sob uma névoa de incertezas que desafia qualquer planejamento esportivo minimamente sólido. Após um breve descanso de 12 dias, o grupo de jogadores retorna ao CT Joaquim Grava neste sábado com uma missão que vai além das quatro linhas: sobreviver a uma política de austeridade severa imposta pela gestão de Osmar Stabile. O discurso oficial é de reconstrução, mas a realidade prática impõe cortes drásticos e uma paralisia no mercado de transferências.

A prioridade máxima da diretoria para este ano é o saneamento financeiro, com a meta de enxugar a folha salarial do departamento de futebol em R$ 6 milhões mensais. Para atingir esse objetivo, o clube não descarta negociar seus ativos mais valiosos, incluindo nomes pilares da equipe como Rodrigo Garro, Yuri Alberto e o goleiro Hugo Souza. A estratégia de liberar atletas com pouco espaço também será intensificada para abrir fôlego no caixa alvinegro.

Cortes financeiros e o desmanche necessário no Parque São Jorge

Dentro desse cenário de contenção, diversos jogadores estão com o futuro indefinido ou já com a saída traçada. O lateral Fagner, figura histórica do clube, possui um alinhamento verbal com o Cruzeiro e aguarda apenas os trâmites de rescisão para se mudar definitivamente para Belo Horizonte. Enquanto isso, o setor ofensivo já sofreu baixas confirmadas com as despedidas de Romero e Talles Magno, cujos vínculos expiraram no último dia de dezembro.

Abaixo, detalhamos a situação de alguns atletas que compõem o atual cenário de movimentações do elenco para 2026:

Atleta Situação Atual
Maycon Permanência garantida após acordo com Shakhtar
Pedro Raul Retorna de empréstimo e será avaliado
Fagner Negociação avançada com o Cruzeiro
Alex Santana Fora dos planos iniciais para a temporada
Félix Torres Listado como negociável pela diretoria

Outros nomes como o goleiro Matheus Donelli, o lateral Hugo e os meio-campistas Ryan e Charles também integram a lista de jogadores que o Corinthians aceita negociar caso surjam propostas satisfatórias. A ideia é transformar o elenco em uma fonte de receita imediata para abater dívidas urgentes.

O entrave jurídico e a impossibilidade de reforços

Se as saídas são estimuladas, as chegadas são, no momento, impossíveis. O Corinthians inicia o ano de mãos atadas devido a dois transfer bans ativos. As punições, oriundas de dívidas com o Santos Laguna pela compra de Félix Torres e de pendências na CNRD da CBF, impedem o registro de qualquer nova contratação. Por conta disso, o torcedor não verá rostos novos na reapresentação deste sábado, e o clube foca suas energias jurídicas em derrubar essas sanções nas próximas semanas.

A diretoria planeja que, caso as restrições sejam levantadas, o perfil de busca no mercado seja de jogadores em fim de contrato ou que estejam livres, evitando novos investimentos vultosos. É um jogo de xadrez onde cada peça mantida ou liberada precisa ser pensada para não esvaziar excessivamente o grupo comandado por Dorival Júnior, que terá um calendário asfixiante pela frente.

A nova hierarquia do futebol sob o comando de Marcelo Paz

Em meio ao turbilhão administrativo, surge uma nova liderança no CT Joaquim Grava. Marcelo Paz assume o posto de executivo de futebol, ocupando a vaga deixada por Fabinho Soldado. Paz chega com a responsabilidade de ser o braço direito do presidente Osmar Stabile e o principal interlocutor entre a diretoria e os atletas. Sua apresentação oficial ocorre hoje, durante uma reunião geral com o elenco onde as metas para a temporada serão estabelecidas.

O desafio técnico não é menor que o financeiro. O Corinthians terá cinco competições simultâneas ou sequenciais em 2026: a Supercopa Rei, o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e o retorno à fase de grupos da Conmebol Libertadores. Manter a competitividade para defender os títulos estaduais e nacionais conquistados recentemente, ao mesmo tempo em que se reduz o investimento, é o paradoxo que Dorival Júnior precisará resolver em campo.

A reapresentação deste sábado, agendada para o meio-dia, marca apenas o primeiro passo de um ano que promete testar a resiliência da instituição. Sem poder contratar e precisando vender, o Corinthians aposta em uma "reconstrução" que, para muitos analistas, assemelha-se a uma perigosa corda bamba entre a austeridade necessária e o enfraquecimento técnico iminente.

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