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Casagrande: Corinthians ganha moral, mas não compete com Flamengo e Palmeiras no Brasileirão
Por Redação FuTimão em 08/03/2026 23:06
A recente ascensão do Corinthians, impulsionada pelas conquistas da Copa do Brasil e da Supercopa, gerou um notável aumento de moral entre seus torcedores e dentro do próprio clube. No entanto, essa euforia não se traduz, na visão do renomado comentarista Walter Casagrande, em uma capacidade real de competir em pé de igualdade com Flamengo e Palmeiras pela supremacia no Campeonato Brasileiro.
Segundo a análise de Casagrande, apresentada no UOL News Esporte, do Canal UOL, a equipe comandada por Dorival Júnior ainda carece da regularidade indispensável para almejar o topo da tabela em um campeonato de longa duração como o Brasileirão. Ele ressalta que a força de elencos mais robustos e os vultuosos investimentos realizados por seus concorrentes diretos são fatores determinantes.
A Realidade da Disputa pelo Brasileirão
"Você não pode pegar dois, três jogos e falar que vai competir com times que ganharam tudo nos últimos cinco anos. Eu ainda acho que Palmeiras e Flamengo estão na frente. O Corinthians ganhou o Campeonato Paulista, ganhou a Copa do Brasil, que foi dois títulos de torneio, não foi campeonato longo, foi de torneio, e ganhou do Flamengo no domingo num jogo. O Corinthians está bem? Está. O Corinthians está com moral? O time está entrosado, está competitivo? Está. Mas não dá pra falar que vai competir no Campeonato Brasileiro com Flamengo e Palmeiras, que precisa de regularidade. Então, eu ainda acho que é Palmeiras e Flamengo", pontua Casagrande.
A declaração de Casagrande, embora crítica, busca estabelecer uma perspectiva realista sobre as ambições do Corinthians no cenário nacional. Ele enfatiza a diferença entre o desempenho em torneios de mata-mata, onde a intensidade e momentos de inspiração podem ser decisivos, e a necessidade de constância ao longo de um campeonato de pontos corridos.
O Cenário Competitivo e a Falta de Regularidade
Arnaldo Ribeiro, em sua participação, traz um comentário sobre a abordagem tática e a necessidade de foco total, mesmo em jogos de menor apelo: "Não vai com time misto em nenhuma hipótese. É uma folga tranquila, é quarta à noite, domingo à noite e quinta. O Corinthians tá entalado, não é a histórica a coisa. O Corinthians tá entalado do Abel ao Vitor Roque -- o Palmeiras vai com tudo, o Palmeiras vai com tudo! Aliás, esse jogo é interessante porque vai ser o último jogo legal do Campeonato Paulista. É o último jogo legal. Porque a fase final talvez nem tenha outros grandes, vai saber..."
A observação de Ribeiro sugere que, mesmo em contextos que poderiam ser considerados menos cruciais, a mentalidade de quem almeja títulos deve ser de entrega máxima. A menção ao "último jogo legal do Campeonato Paulista" aponta para a importância de aproveitar todas as oportunidades, pois a fase final pode apresentar cenários imprevisíveis.
Análise de Elencos e Performance Individual
Em outro momento da discussão, Arnaldo Ribeiro tece considerações sobre o elenco do Santos: "O Santos está contratando, o Santos fez um time de amiguinhos do Alexandre Mattos, do pai do Neymar e do Neymar. É um time de amiguinhos. Se isso vale para disputar um título, um campeonato, se isso é legal, beleza. Que faça isso. Mas eu vejo o time do Santos, gente, cada vez pior do que estava antes."
A crítica ao Santos, embora tangencial ao tema principal, reflete a visão de que a formação de um elenco vai além de conexões pessoais, exigindo planejamento estratégico e qualidade técnica para enfrentar os desafios de uma competição.
O desempenho individual de Lucas Paquetá também foi tema de debate. Julio Gomes o descreve como um jogador de altos e baixos: "Para mim, o Paquetá é esse jogador que vai numa partida errar o passe e entregar o gol para o adversário como errou ontem. Em outra partida fazer uma cavadinha e deixar o Pedro na cara do gol que vai ser extraordinário a gente vai aplaudir de pé. Numa outra partida ele vai perder um gol feito como perdeu contra o Corinthians . Numa outra partida ele vai fazer um jogo super completo por todos os lados do campo. O Paquetá é um jogador inconsistente. Por isso que eu acho o Paquetá superestimado."
A avaliação sobre Paquetá ilustra a importância da consistência para jogadores que atuam em alto nível. A capacidade de manter um desempenho elevado de forma contínua é um diferencial crucial para se destacar em competições de elite.
Vulnerabilidade Defensiva no Flamengo
Julio Gomes, por sua vez, direciona seu olhar para o Flamengo, destacando uma fragilidade defensiva que o preocupa: "O que me chamou muito a atenção no Flamengo do ano passado não foi só o Arrascaeta, rei da América, foi como o time era sólido defensivamente. Um time muito bom tecnicamente que tomava pouquíssimos gols. Hoje, o Flamengo tem sido um time, em todas as partidas, muito vulnerável. Fora o Pulgar, que tenta marcar sozinho, beliscar sozinho, os zagueiros não beliscam, a turma de frente não pressiona. E ontem não estava o Jorginho, que voltou ainda fora de forma, que nem tem muito essa vocação, mas ele preferiu escalar de novo o time com um volante só de marcação, deixar o De La Cruz como o segundo homem e perdeu o meio de campo para o Internacional praticamente o jogo inteiro."
A análise sobre o Flamengo aponta para a necessidade de um equilíbrio entre o poder ofensivo e a solidez defensiva. A vulnerabilidade apontada por Gomes sugere que a equipe, apesar de suas qualidades individuais, tem apresentado falhas coletivas que podem comprometer seus resultados em jogos mais equilibrados.
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